quarta-feira, 16 de junho de 2010
Reflita
Necessitamos de gente que saiba sonhar de novo. Precisamos de pessoas
....cujo exemplo seja uma inspiração;
....que amem mais a humildade do que a propaganda;
....conhecidos e amados no céu;
....conhecidos e temidos no inferno!
Ora, se o mundo do cego é limitado pelos olhos que não vêem e do ignorante pelo conhecimento que não tem, o mundo do medíocre é limitado pelos sonhos que não possuí....
Uma geração pobre não é aquelas sem riquezas, e sim aquela que não possuí homens e mulheres que saibam sonhar.
Uma das maiores tragédias de nossos dias é a falência dos sonhos e ideais.
Vivemos em um mundo em que nossas energias são utilizadas para fins improdutivos: não ser assaltado, não ser furtado na conta de luz, não perder o emprego, não comprar remédio falsificado, vencer a guerra do trânsito, tolerar as longas filas dos bancos, dos postos de saúde, e preparar-se para uma velhice pobre............
Para nos defender de tudo isso nos voltamos para o imediatismo,
vivemos na geração das grifes, dos status...
Somos a geração de brinquedos caros, mas de alma vazia, sem causas
para defender,sem qualquer projeto pelo qual valha a pensa morrer.
Tornamo-nos homens e mulheres voltados para nossos empreendimentos
pessoais.
É um sonho aparentemente impossível, querer transformar uma geração
altruísta, homens e mulheres imediatistas em soldado que lutam por um
ideal maior do que a própria vida. NOssos sonhos, porém, não são
impossíveis , nós é que nos acomodamos, nos rendemos aos oportunistas,
estabelecemos alvos egoístas, não temos coragem de tentare sobretudo,
não aceitamos os valores de Deus.
Diario
Foi como se uma sombra tivesse tomado conta do meu estado de espirito, como se tudo fosse se perder sem nem mesmo se notar. Que tudo estava indo por um caminho que não havia retorno. Sinto-me como se fosse uma ampulheta cheia de areia do deserto, onde lentamento vou me esvaindo e ficando seco, vazio, nulo. Seria interessante a possibilidade de dormir, quem sabe uma câmara de criogenia, assim poderia voltar daqui alguns anos e continuar de onde parei. Mas, não teria sensações e sentimentos tão diferente do que tenho agora. Com certeza haveriam outros problemas, acabaria sentindo falta desta época, desta época de ouro, como fazemos a lembrar do passado.
Tenho medo do que possa acontecer amanha, medo de não conseguir fazer as coisas, medo de ter medo.
Quero mudar mas não sei como. Na verdade, a gente sabe o que fazer. O medo é arriscar, é mudar e não chegar a lugar algum e ficar só na saudade. Saudade de outrora que as coisas eram mais estáveis, havia segurança e certezas, mesmo que as vezes insertas, mas haviam expectativas.
Acho que estou estacionado, sem ação e sem animo para agir. O que será do amanha?
Eu sei que aquela frase do musico é valida: “Somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter (...)”.
Malévola.
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